Poema 'Atelier, de Oswald de Andrade para Tarsila, publicado em 'Pau Brasil', em 1925:
"Caipirinha vestida por Poiret
A preguiça paulista reside nos teus olhos
Que não viram Paris nem Piccadilly
Nem as exclamações dos homens
Em Sevilha
À tua passagem entre brincos
Locomotivas e bichos nacionais
Geometrizam as atmosferas nítidas
Congonhas descora sobre o pálio
Das procissões de Minas
A verdura no azul klaxon
Cortada
Sobre a poeira vermelha
Arranha-céus
Fordes
Viadutos
Um cheiro de café
No silêncio emoldurado"
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Eu poderia falar muitas coisas mais não vou cometer um erro duas vezes, pense o que quiser tenho em mim que tudo que passou foi intenso e verdadeiro por minha parte e por sua?
Não precisa me responder só pense, por que hoje você me despreza amanhã você precisa.
Era tanto amor, amor de verdade, mais se não fossem brincadeiras mal tiradas, palavras mal ditas nada disso teria acontecido, só espero que passe e que não fique esse clima, por que por pior que seja eu não tô aqui pra tomar lugar de ninguém, até mesmo por que o meu lugar eu já conquistei e conquisto todo dia e você tem certeza que o seu tá intacto espero que sim, porque o que eu não quero pra mim eu não dou a ninguém.
G Silva
Tarsila e eu.
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